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23/fev/2019

Há 201 anos, em 1817, James Parkinson descrevia, pela primeira vez, uma das doenças neurológicas mais comuns e intrigantes: a Doença de Parkinson (DP). Embora o número de pessoas com a Doença de Parkinson aumente com a idade, ela não acontece apenas em pessoas idosas, podendo acontecer em qualquer idade, tanto  em  homens quanto em mulheres, sem distinção de grupos étnicos ou classes sociais. É uma doença degenerativa e com causa desconhecida.

Muitas são as formas da Doença de Parkinson se apresentar, conheça a experiência de Daniele Lanzer:

Daniele , pesquisadora, começou a sentir os sintomas ligados ao Parkinson aos 30 anos de idade.,  Mas o diagnóstico só foi realizado aos 36. No início, ela lembra que foi muito difícil receber o diagnóstico da doença. “O impacto disso na minha vida foi muito grande”.  Mas depois de alguns anos acompanhando o quadro de outras pessoas que estavam passando pelas mesmas dificuldades, resolveu criar o projeto Vibrar com Parkinson. “Resolvi parar de sentir pena de mim mesma, e transformar isso para ajudar outras pessoas também”.

Ela lembra que o principal objetivo sempre foi passar o máximo de informação para as pessoas acometidas pela doença. “O Parkinson é uma doença complexa e necessita de cuidados, acompanhamento multiprofissional, então é muito importante informar o paciente, e que ele saiba sobre a reinserção na sociedade, como evitar constrangimentos, mesmo que o sentimento de incapacidade o assombre”, explica Daniele.

 

Entre os sinais mais conhecidos do Parkinson estão os tremores e o comprometimento de funções que controlam o movimento. Alterações do olfato, distúrbios do sono, desiquilíbrio, constipação mudanças emocionais, como depressão, ansiedade etc, também fazem parte da lista de sintomas que podem aparecer. É importante estar atento ao primeiro momento em que algum dos sinais da doença aparece, pois a incapacidade grave pode acontecer no período entre 10 e 15 anos após o seu surgimento.

O diagnóstico da Doença de Parkinson pode, às vezes, precisar de tempo para ser feito. É possível que o médico recomende consultas regulares com um neurologista para avaliar a condição e os sintomas do paciente durante um tempo para, só depois, fazer o diagnóstico.. Cada situação é avaliada individualmente e varia de pessoa para pessoa. Depois de descoberta a doença, o objetivo do tratamento deve ser reduzir progressivamente os principais sintomas e ajudar na melhora do paciente com o mínimo de efeitos adversos.

Segundo informações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde para a Doença de Parkinson, a prevalência da doença é de 100 a 200 casos a cada 100 mil habitantes.


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23/fev/2019

Você já sentiu alguma dor na coluna? Pense bem, pois é possível que você sinta dor há bastante tempo, mas esqueceu dela porque já se tornou uma constante em sua vida. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (Ministério da Saúde e IBGE), 18,5% da população tem alguma doença crônica na coluna como cifose, lordose, artrose, escoliose ou hérnia de disco.

“Na maioria dos casos, a dor na coluna está relacionada à má postura e a contraturas musculares de rápida resolução. As dores persistentes, relacionadas a doenças mais sérias, são bem menos frequentes na população. Uma boa conversa e exames físicos e de imagem são necessários em alguns casos para confirmar o diagnóstico”, afirma médico ortopedista Luís Eduardo Carelli, especialista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO).

Para evitar as dores relacionadas à má postura, ou até mesmo complicações na lombar, veja dez dicas para proteger a coluna.

  1. Ao se deitar de lado, coloque um travesseiro entre a cabeça e o ombro e outro entre as pernas;
  2. Ao deitar de barriga para cima, coloque um travesseiro embaixo dos joelhos e outro embaixo da cabeça;
  3. Evite dormir de bruços, pois além de forçar a coluna, dificulta a respiração;
  4. Flexione as pernas par elevar um objeto pesado do chão;
  5. Use um colchão ortopédico ou semi-ortopédico, de acordo com o seu peso e altura;
  6. O travesseiro não deve ser muito fino nem muito macio, para não alterar a curvatura da coluna; o ideal é que seja da altura entre a cabeça e o ombro;
  7. Ao ficar de pé, contraia os músculos da barriga e das nádegas periodicamente; utilize esta técnica de relaxamento quando quiser aliviar dores;
  8. Ao trabalhar em frente a uma mesa, ou digitando no computador, mantenha as costas retas, apoiadas no encosto da cadeira; manter as pernas debaixo da mesa, evitando cruzá-las.
  9. Não carregue mochilas ou sacolas, com o peso de um só lado. A mochila deverá ser apoiada nos dois ombros e as sacolas, divididas nas duas mãos;
  10. Evite trabalhar com o tronco totalmente inclinado durante as atividades domésticas.

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23/fev/2019

Os cálculos renais ocorrem no sistema urinário (rins, ureteres, bexiga e uretra). Já os cálculos biliares afetam o sistema biliar, como vesícula biliar, ductos cístico, hepáticos e colédoco.  “Eles não guardam nenhuma semelhança. Somente pelo nome e pelo fato de provocarem forte dor em cólica durante o seu deslocamento”, explica o dr. Sergio Araujo.

O que são? 
Cálculo renal, conhecido popularmente como pedra no rim, é uma pequena massa sólida formada a partir de pequenos cristais. O cálculo pode ser encontrado tanto nos rins quanto em qualquer outro órgão do trato urinário.
Ele pode ser isolado ou múltiplo em um mesmo paciente. Quando presentes nos rins, mais frequentemente, são assintomáticos. Os cálculos renais originam sintomas, como a cólica renal, quando se deslocam a partir do rim pelos ureteres em direção à bexiga e uretra. Ou seja, provocam sintomas no momento em que o corpo humano tenta eliminá-los.
As pedras na vesícula, ou cálculos biliares, se referem à presença de um ou mais cálculos na vesícula biliar ou nos dutos biliares. O sistema de dutos biliares (duto cístico, hepáticos e duto colédoco) comunicam a vesícula biliar à primeira porção do intestino delgado, conhecida como duodeno.
A bile, produzida no fígado e armazenada na vesícula biliar, a qual é necessária à digestão e absorção de gorduras segue o caminho dos dutos biliares. Os cálculos biliares são formados pela aglomeração de cristais.
Quais as causas?
Cálculos renais têm como causas mais frequentes o volume insuficiente de urina causado por desidratação ou pouca ingesta diária de líquidos, distúrbios metabólicos que resultam em excesso de excreção urinária de cálcio, fosfato, oxalatos e cistina, além da pouca excreção urinária de citrato, distúrbios metabólicos do ácido úrico e da glândula paratireóide e, por fim, obstrução das vias urinárias.
Cálculos biliares são formados por problemas de solubilidade do colesterol e das bilirrubinas (constituintes normais da bile) de causa pouco conhecida. Porém, alguns fatores de risco que levam à formação de cálculos biliares são conhecidos e incluem mulheres em idade fértil ou com mais de 40 anos, obesidade, dieta rica em gordura e pobre em fibras, terapia com estrógenos, predisposição familiar e antecedente pessoal de anemia hemolítica.
Como diferenciá-los?
A cólica biliar não complicada é caracterizada por dor abdominal de início súbito, mais frequentemente na parte da frente do abdome e do lado direito do corpo. A dor é de forte intensidade, pode estar associada a náuseas ou vômitos e pode ou não responder aos antiespasmódicos administrados por via oral.
A icterícia (coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos) ocorre nos casos onde há obstrução dos dutos biliares pelos cálculos. Nos casos complicados por colangite (infecção dos dutos biliares) ou pancreatite (inflamação do pâncreas), dor abdominal contínua, febre e grave acometimento do estado geral podem ocorrer.
A cólica renal é bastante conhecida por ser de forte intensidade, também associada eventualmente a náuseas e vômitos. Localiza-se na parte do dorso (costas) no lado do corpo em que o cálculo está em movimento e pode irradiar para a região genital. A presença de sangue na urina, mais frequentemente de forma microscópica é característica. A infecção urinária é a complicação mais frequentemente associada aos cálculos urinários e é especialmente perigosa em pacientes com diabetes ou outro tipo de condição clínica imunossupressora.
Tratamento
O diagnóstico de cálculos biliares requer, salvo raras exceções, a remoção cirúrgica da vesícula biliar por via minimamente invasiva e a retirada dos cálculos eventualmente presentes nos dutos biliares, mais frequentemente através de uma endoscopia digestiva –  antes da cirurgia da vesícula, ou, se isso não for possível, durante a cirurgia da vesícula biliar.
Para os cálculos urinários, a litotripsia e métodos endoscópicos são mais frequentemente utilizados. Para muitos cálculos urinários, a eliminação espontânea pode ocorrer sem necessidade de instrumentação da via urinária.
Da mesma forma, a litotripsia permite fragmentar um cálculo urinário e aumentar as chances de que ele seja eliminado. Por outro lado, para os cálculos maiores, a bexiga urinária, os ureteres ou mesmo os rins podem ser acessados por método endoscópico (por via trans-uretral ou percutânea) e os cálculos podem ser fragmentados no interior do sistema urinário e então removidos.​

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23/fev/2019

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A obesidade e o sobrepeso têm aumentando por toda a América Latina e Caribe, como aponta um relatório produzido apresentado neste ano pela Organização Pan-Americana da Saúde em conjunto com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Mais de 360 milhões de pessoas estão com sobrepeso, o que corresponde a aproximadamente 58% da população latino-americana e caribenha.

As mulheres são as mais afetadas, sendo que em mais de 20 países a taxa de obesidade feminina é 10% maior que a dos homens. Além disso, o relatório aponta uma tendência de aumento de sobrepeso e obesidade também nas crianças.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que mais de 17% dos adolescentes de 12 a 17 anos estão com sobrepeso. E esse problema se deve em grande parte à má alimentação desses jovens, uma vez que essa mesma pesquisa aponta que entre os 20 alimentos de maior consumo pelos adolescentes brasileiros, os refrigerantes estão entre os seis primeiros, passando à frente das hortaliças e frutas.

O Ministério da Saúde tem um estudo que apresenta o consumo médio do brasileiro em relação ao sal, que gira em torno de 12 gramas por dia. Esse valor é considerado muito alto pela Organização Mundial da Saúde, que recomenda apenas 5 gramas diárias.

Esse consumo em excesso está ligado diretamente ao aumento de doenças como hipertensão, diabetes e obesidade que, juntas com as doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer respondem por 72% das mortes no país.

Para tentar controlar essas doenças e impedir o avanço da obesidade no Brasil, o Ministério da Saúde tem trabalhado em ações e iniciativas que ajudem a melhorar a forma como os brasileiros se alimentam. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, “cada vez mais a alimentação saudável fará parte dos objetivos prioritários do Ministério da Saúde. Estamos fazendo parcerias com a indústria alimentícia para reduzir o sal, o açúcar e sódio dos alimentos, porque as pessoas sabem que precisam cuidar da saúde e nosso papel é ajudar elas nesse cuidado” afirmou.

“As pessoas precisam consumir mais alimentos naturais, aqueles que chamamos ‘in natura’, ou seja, aqueles que vêm diretamente da natureza sem receber processos e tratamentos químicos. Isso significa comer mais arroz, feijão, frutas, verduras, legumes, leite e carnes. Também é importante evitar alimentos que vem embalado em sacos e caixas com muitos conservantes”, explica a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

No início deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde realizou uma reunião com diversas entidades internacionais no âmbito da alimentação, com objetivo de debater o problema da mudança nos padrões alimentares – um dos principais motivos que têm gerado aumento da obesidade e do sobrepeso.

Com base em estudos internacionais, foi observado que recente crescimento econômico e a ampliação da urbanização, aumentou também o consumo de produtos ultraprocessados. Isso fez o consumo de pratos tradicionais e alimentos orgânicos diminuírem. Para mudar essa situação, é preciso mudar a maneira de se alimentar.

Rita Lobo é chef de cozinha e apresentadora de um programa sobre alimentação saudável. Segundo ela, o segredo é “cortar da lista de compras os ultraprocessados, que são aqueles produtos cheios de aditivos químicos”. A chef explica que o jeito de saber o que você está comendo é justamente lendo os ingredientes do rótulo dos produtos que você compra. “Quando você começa a ler os ingredientes do rótulo e você vê que tem nomes estranhos que você não teria na cozinha da sua casa, isso é ultraprocessado, tira do carrinho”, afirmou Rita Lobo.

No site do Ministério da Saúde é possível baixar o Guia Alimentar Para a População Brasileira, um documento que contém dicas e explicações de como se alimentar melhor, de maneira simples e econômica. Com ele é possível aprender três dicas fáceis de seguir e que ajudam a melhorar a saúde:

1ª – Use pouca quantidade de óleos, gorduras, açúcar e sal no preparo dos alimentos. De preferência, procure substituir por temperos naturais (como cheiro verde, alho, cebola, manjericão, orégano, coentro, alecrim, entre outros) e optando por receitas que não levem açúcar na sua preparação.

2ª – Evite bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos e chás industrializados), bolos e biscoitos recheados, doces e outras guloseimas como regra da alimentação. Embora convenientes e de sabor pronunciado, esses e outros produtos ultraprocessados tendem a ser nutricionalmente desequilibrados e, em sua maioria, contêm quantidades elevadas de açúcar, gordura e sal.

3ª – Fique atento às informações nutricionais dos rótulos dos produtos processados e ultraprocessados para favorecer a escolha de produtos alimentícios mais saudáveis. Os rótulos dos produtos são uma forma de comunicação entre esses produtos e os consumidores e contêm informações importantes sobre a sua composição. Fique atento para informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais, pois geralmente as propagandas buscam aumentar a venda dos produtos, mas não informar.


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23/fev/2019

A TPM é natural e esse momento é importante para a mulher se conhecer. Alimentação e atividade física ajudam a aliviar as crises.

TPM. Só de ouvir essas três letras algumas mulheres e homens sentem até arrepio. Todo mês, a famosa Tensão Pré-Menstrual é um incômodo para muitas mulheres, geralmente alguns dias antes do ciclo menstrual, e leva muitas delas a ataques de nervos, inchaço, cólicas, dores de cabeça, irritabilidade e choro fácil. Mas desaparece com a chegada da menstruação.

E o que causa essa oscilação toda? O principal motivo é um desequilíbrio hormonal, principalmente do estrógeno, durante o período que antecede a menstruação. A TPM é natural e esse momento é importante para a mulher se conhecer. “Esses hormônios têm influencias físicas e psíquicas nas mulheres. Mas não podemos ver como algo ruim. É um momento em que a mulher deve tomar mais cuidado com ela mesma, um momento de introspecção, de renovação, como se ela estive em alerta do que faz bem e o que não faz para ela naquele momento”, explica a coordenadora da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela.

A TPM não é igual para todo mundo. Cada mulher é única e essa concentração de hormônios aparece de maneiras diferentes, com oscilação de um dia para o outro. Por isso, é normal elas escutarem que são de fases, como uma lua. “Somos de fases mesmo, como a lua crescente, que é a fase estrogênica de proliferação a mulher, e essa fase influencia no humor, nas suas atitudes e na sua disposição”, enfatiza Vilela.

Fatores que intensificam as crises

O estilo de vida também está associado à TPM. “Muitas vezes, é uma retenção hídrica causada pelo excesso de progesterona, de hormônios no pré-menstrual, associada a um estilo de vida. A mulher comeu muito sal, alimentação pesada, com toxinas ou exagerou em alguma coisa, como bebida”, destaca Esther. Ou seja, é necessário que a mulher aproveite esse ciclo para ter mais cuidado com sua alimentação e conhecer melhor o próprio corpo. “A ingestão de café, refrigerante, açúcar, comida condimentada, gordurosa, sal e o tabagismo devem ser evitados. A TPM vem porque ela acumula de certa forma todo um conjunto de excessos ou desajustes da mulher durante o mês. Então, a gente colhe na TPM o que a gente viveu durante o mês”, enfatiza.

A jornalista Tatiana Rosa, de 35 anos, sabe bem que o estresse do dia a dia e as angústias em geral ajudam a acentuar as crises de TPM. “Já percebi que quando estou muito preocupada ou ansiosa com alguma situação no trabalho, eu acabo comendo mais nesse período e também fico muito descontrolada emocionalmente: acabo brigando mais no trânsito e tento me isolar um pouco do convívio com as pessoas”, comenta.

Mas ela não sofre sozinha. “Quem mais reclama é meu marido porque fico muito irritada com ele, de não aguentar ouvir a voz. Às vezes nem eu me aguento de tão irritada”, conta Tatiana, mantendo o bom humor, que durante as crises de TPM muda de uma hora para outra. “Geralmente eu fico muito irritada e meu humor varia bastante. No mesmo dia, em questão de horas, vou do céu ao inferno. De extremamente feliz para uma tristeza e/ou irritação sem tamanho, em poucas horas. Também costumo ficar bem triste, melancólica nesses períodos”, relata a jornalista.

Dicas para aliviar a TPM

Você já sabe que a TPM faz parte de um ciclo natural do corpo da mulher e que esse é momento de autoconhecimento. Outra coisa que você precisa saber é que uma boa alimentação é fundamental. Portanto, consuma comidas leves, como frutas, verduras, proteínas, carboidratos integrais, muita água e chás. “Antigamente as mulheres se cuidavam com chás, com alimentação e não ingeriam alimentos processados no momento do pré-menstrual. Isso ajuda muito”, reforça a coordenadora de Saúde da Mulher.

Outra dica importante é a prática de exercícios pois libera endorfina, responsável pela sensação de bem-estar, e ajuda a acalmar e aliviar dores. Contudo, a coordenadora ressalta que a prática de atividade física é fundamental durante todo o mês e não apenas no período da TPM.

Em casos mais específicos com dores mais fortes o tratamento medicamentoso pode ser prescrito. “Existem casos de endometriose, ou seja, uma doença e devem ser averiguados, mas em casos normais, é preciso se conhecer e respeitar o corpo, porque a menstruação não é ruim, é um ciclo natural, é o momento da mulher se conhecer”, conclui Esther Vilela.


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23/fev/2019

Especialista explica que há sintomas que às vezes a pessoa não identifica como ressaca, que já é um prenúncio de que o organismo está desenvolvendo o adoecimento.

ressacaDor de cabeça, náuseas e indisposição são sintomas bem conhecidos de quem consome bebidas alcoólicas. Quase sempre, depois de abusar do álcool, a ressaca está lá incomodando e se faz presente às vezes por mais de um dia. Mas, afinal, como e porque ela acontece? O que o corpo quer dizer com estes sinais?

O Blog da Saúde entrevistou o médico psiquiatra especialista em Dependência Química, Leonardo Moreira, que fez alertas importantes em relação a esse mal-estar e as consequência do álcool no organismo.

Para o médico, o álcool é a droga mais “perigosa e sorrateira”, porque ela é socialmente aceita. Parece que a pessoa está no controle, porque não sai louca na rua na primeira vez que usa, a exemplo de outras drogas. Mas, ela é a responsável pela maioria dos casos de violência doméstica e acidentes de trânsito. Confira a entrevista!

Blog da Saúde: O que é ressaca?

Leonardo Moreira: A ressaca é uma resposta do organismo que foi maltratado por uma agressão externa, que no caso é o álcool. A gente já identifica essa agressão a partir de níveis pequenos de consumo de álcool. Tem um mito de que não misturar um tipo de bebida com outro não daria ressaca. Ou que cerveja não é uma bebida quente então não dá ressaca. Isso não é verdade! Qualquer tipo de bebida alcoólica pode ocasionar ressaca, independente inclusive, da mistura ou não. O que ocasiona ressaca é uma dose maior do que o organismo é capaz de metabolizar.

E aí que vem algum dos fatores que influenciam na ressaca: a velocidade do consumo, se o organismo não está pronto para absorver ou se a pessoa ingeriu algum outro alimento que possa retardar essa absorção, e se a pessoa não está bem hidratada, entre outros fatores que vão acabar corroborando ou não para o organismo ser agredido.

Blog da Saúde: Algumas pessoas têm predisposição à ressaca?

Leonardo Moreira: Existem pessoas que aguentam mais quantidade de álcool, e justamente por um beber mais frequente ou por um metabolismo mais rápido. Isso é um dos critérios de riscos para se desenvolver uma doença relacionada ao álcool, que a dependência alcoólica.

A gente também sabe é que as mulheres têm uma composição corporal que metaboliza o álcool numa velocidade um pouco menor. E existem algumas diferenças entre, por exemplo, os asiáticos que têm menos enzimas de metabolismo que quebrariam o álcool antes dele ser expelido. E pessoas com uma massa corporal maior, com o metabolismo mais regular, costumam metabolizar uma grama de álcool por hora de consumo. Então é pouco, não dá para beber rápido uma quantidade grande quantidade de álcool.

Blog da Saúde: Muitas pessoas buscam driblar a ressaca e acreditam que conseguem. Criam seu próprio “manual antirressaca”. Isso é possível?

Leonardo Moreira: É um manual com algumas armadilhas. Aquela pessoa que já passava mal no dia seguinte com três latas de bebida, que não era acostumado, agora, para ele ter esse mal-estar, vai ter que beber 10 latas. É um dos fenômenos que organismo já está precisando de doses maiores, inclusive para ter os benefícios do álcool, como relaxamento e prazer. É um caminho para um adoecimento devido ao álcool.

As pessoas, às vezes, também têm algumas maneiras né? ‘Se eu tomar um remédio que é propagado na mídia antes e outro depois’. Na verdade você vai mascarar os sintomas da agressão – a dor de cabeça, a náusea, a desidratação -, mas a agressão existiu. Você tá tratando o machucado, mas tá machucado.

Blog da Saúde: Existe algum efeito da ressaca em longo prazo?

Leonardo Moreira: Com certeza! A gente tem tido a publicação de artigos de que, inclusive, o consumo moderado de álcool tem um risco tanto de câncer quanto de lesão no sistema nervoso central. A gente não sabe qual a vulnerabilidade que eu tenho para desenvolver câncer de laringe, de estômago, de intestino o outro tipo de câncer. Ou uma lesão no cérebro, desenvolver demência por álcool. Ou uma lesão no meu coração e desenvolver uma miocardiopatia alcoólica. Não dá para a gente ter uma segurança de que o álcool pode ser consumido sem risco.

Dai as pessoas pensam ‘fiz um exame de fígado e está tudo bem’. No entanto, para o fígado mostrar que não está bem, ele tem que arrebentar a célula dele para liberar o que a gente vê no exame de sangue. Não existem níveis seguros para o consumo. Quanto mais tempo a gente retarda o uso de álcool, melhor para o indivíduo e para a sociedade. Ou seja, não beber antes dos 18 anos de forma nenhuma e muitos países têm colocado essa idade mais pra cima.

Blog da Saúde: Além dos sintomas físicos mais conhecidos, a ressaca causa outros prejuízos à saúde?

Leonardo Moreira: Há outros sintomas que às vezes a pessoa não identifica como ressaca. Na verdade a ressaca é a síndrome de abstinência do álcool na sua forma leve. Já é um prenúncio de que o organismo está desenvolvendo o adoecimento, tanto que existe o mito de que para curar a ressaca é preciso tomar outra. E que realmente daria certo, justamente porque é um dos critérios de se gerar dependência. O organismo está em falta da substância e se repõe a substância. Lógico que isso vira um ciclo interminável de dependência grave.

Existem outros sintomas que às vezes as pessoas não percebem que são mais de origem psíquica: a pessoa fica mais animada ou mais pessimista ou mais ansiosa. Ela tem crise de ansiedade e não identifica que foi para o uso agudo de álcool.

Blog da Saúde: Qual o alerta para as pessoas que sofrem com ressaca com frequência?

Leonardo Moreira: Quando a pessoa demora mais para se recuperar, quando antes ela levava menos tempo e hoje demora muito mais, já é um sintoma que o organismo não tolera aquela quantidade de álcool mais. Se a pessoa tem alguns sintomas deve procurar uma Unidade de Atenção Primária para fazer uma investigação da parte gastrointestinal, para falar sobre esse uso de álcool, para pegar uma orientação mais adequada. Existem os CAPS [Centro de Atenção Psicossocial], em especial os relacionados ao álcool e outras drogas, que têm uma equipe aberta. Você não precisa ser encaminhado, você pode procurar espontaneamente especialistas dessa temática.

ATENÇÃO: Se no seu município não há CAPS, procure uma Unidade Básica de Saúde!

Erika Braz, para o Blog da Saúde


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23/fev/2019

É difícil encontrar alguém que não tenha sofrido pelo menos uma vez na vida por conta de uma dor de cabeça. Entretanto, mesmo sendo muito comum na população, isso não significa que a dor pode ser considerada normal. Ela deve ser diagnosticada corretamente e tratada, podendo muitas vezes ser prevenida e, em alguns casos, investigada.

As cefaleias (termo médico usado para dor de cabeça) podem ser classificadas em dois grandes grupos: as primárias e as secundárias. As mais comuns fazem parte do primeiro grupo, e são chamadas assim, porque são o problema em si e não um sintoma de uma outra condição ou doença. Já as cefaleias secundárias precisam de atenção, pois são decorrentes de outros problemas de saúde sendo alguns deles graves.

O clínico geral do Serviço de Consultoria Clínica do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Juan Carlos Verdeal, explica que identificar inicialmente o padrão e a gravidade da dor de cabeça pode ser feita sem a necessidade de atendimento especializado ou exames elaborados, bastando o relato do paciente. “Um ponto fundamental é o histórico da dor: características como idade do primeiro aparecimento da cefaleia, intensidade e localização na cabeça ou face, frequência com que se apresenta, que fatores a desencadeiam e como alivia, se é acompanhada de outros sintomas como vômitos ou alterações visuais, enfim, como ela se comporta. Na grande maioria das vezes, isso basta para diagnosticar o tipo de cefaleia. Além disso, essas mesmas informações vão dizer se há necessidade de encaminhar o paciente para investigação”.

As dores de cabeça primárias mais comuns são as enxaquecas e as cefaleias do tipo tensional. Para diagnostica-las, a coleta da historia e o exame físico realizados pelo médico generalista são, na maioria das vezes, suficientes. As principais características da enxaqueca são: dores recorrentes de caráter pulsátil em um dos lados da face ou em cima de um dos olhos; náuseas e vômitos, fotofobia (sensibilidade à luz) e incômodo com barulho. Fatores desencadeantes são claramente identificados em algumas pessoas como estresse, período menstrual, alterações bruscas de temperatura, vinhos tintos, aspartame, entre outros. Este tipo de dor aparece geralmente na adolescência ou no início da fase adulta e frequentemente há histórico familiar de enxaqueca. A cefaleia do tipo tensional caracteriza-se por ataques de intensidade leve a moderada em toda a cabeça (“como um capacete apertado”), acompanhadas por dores musculares no crânio, pescoço e ombros. Diferentemente das crises de enxaqueca não há náusea ou fotofobia.

Já as dores de cabeça secundárias precisam ser investigadas, pois são causadas por outros tipos de problemas mais graves. O Chefe do Serviço de Neurologia do Hospital Federal dos Servidores (HFSE), Rogério Monteiro Naylor alerta que, muitas vezes, as pessoas não dão a devida importância e confundem uma dor de cabeça simples, com dores de cabeça decorrentes de outras doenças mais complexas. “A preocupação maior é quando muda o padrão antigo de uma dor de cabeça, tornando-a mais frequente, ou quando se somam a outros sintomas, como abalos musculares em alguma parte do corpo ou restrição de movimentação em partes específicas”.

Dores de cabeça chamadas de “cefaleias explosivas”, que aparecem subitamente com forte intensidade, dores que antes melhoravam com analgésicos e que passam a não melhorar, cefaleias que acordam a pessoa durante o sono devido a forte intensidade, também são exemplos de sinais de alerta para problemas mais graves. “Por trás desse tipo de dor podem estar acontecendo fenômenos neurológicos graves, como a ruptura ou expansão de um aneurisma, AVC, hemorragia, enfim, a cefaleia explosiva é algo que deve chamar a atenção”, explica o médico do INC, Juan Carlos.

Tratamento e cuidados

Mesmo as dores de cabeça consideradas comuns podem interferir na qualidade de vida das pessoas. Por isso é necessário tratamento e alguns cuidados para não prejudicar as atividades diárias. “Toda pessoa que experimenta uma crise de enxaqueca sabe o quanto é ruim. Não podemos negligenciar essas dores só porque elas não precisam ser investigadas. Elas são importantes porque comprometem a qualidade de vida, e merecem atenção, não só no momento da crise, mas muitas vezes com tratamentos crônicos. Existem dois tipos de tratamento para dores de cabeça primárias. Uma é o tratamento da crise, ou seja, no momento em que ela se apresenta agudamente e a pessoa precisa ser medicada para aliviar o desconforto. No entanto, se esse tipo de dor de cabeça tem recorrência frequente, está indicado um tratamento preventivo. As medicações variam de caso para caso mas alguns cuidados caseiros nas crises agudas como compressas frias sobre as têmporas ou sobre os olhos ajudam a melhorar os sintomas de enxaqueca.

Em casos secundários, os tratamentos para as dores vão variar de acordo com a doença que estiver desencadeando o sintoma, e são prescritos depois de uma investigação mais rigorosa.


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23/fev/2019

Homens e mulheres precisam consumir alimentos diferentes? E a quantidade consumida por cada um, deve ser a mesma?

As mulheres sempre cuidaram bem da saúde e principalmente buscaram com mais afinco uma alimentação adequada e saudável. Ultimamente, o homem está correndo atrás. O que eles precisam ficar atentos é que há uma diferença de necessidades nutricionais quando falamos de gênero. Não que isso se traduza em alimentos específicos, mas sim em quantidade.

“A quantidade de calorias, vitaminas, minerais e proteínas geralmente é maior para o homem”, explica Fabiana Nalon, mestre em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília (UnB). “Naturalmente ele tem mais massa muscular, a taxa de metabolismo é maior, ou seja, de modo geral ele precisa se alimentar em maior quantidade e é preciso tomar cuidado porque as necessidades nutricionais variam de pessoa para pessoa dentro de uma mesma família.”

Quando uma família resolve adotar uma alimentação mais adequada e saudável, geralmente a mulher toma a iniciativa. E quando o marido resolve entrar na linha, precisa ficar alerta à quantidade, que poderá não ser a mesma para ele. “Vemos muito isso em algumas famílias. A esposa procura um profissional de saúde e muda sua alimentação, alterando a qualidade dos alimentos consumidos e a quantidade das porções. Muitas vezes o marido resolve seguir a mesma ‘dieta’ e acaba consumindo menos do que deveria. Sendo assim, o homem pode procurar um profissional de saúde para saber se a quantidade de alimentos ingeridos está adequada para ele.”

Uma alimentação adequada e saudável é baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como arroz, feijão, frutas, legumes e verduras. Vale lembrar que há de se ter cuidado com o excesso de açúcar, sal e gordura, que a qualidade da alimentação é fundamental para a sua saúde, e que também deve-se evitar ao máximo o consumo de alimentos ultraprocessados.

 


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23/fev/2019

 

Muitas são as dúvidas quando falamos sobre a visão.

Você sabe quanto tempo dura uma receita de um oftalmologista? Você lembra a data da sua última consulta com seu oftalmologista?

Não há um prazo de validade estipulado, porém pode ocorrer desgaste das lentes com o tempo e é importante consultar o seu oftalmologista anualmente, pois, além da verificação do grau, o médico irá avaliar outras estruturas do olho.

Geralmente lembramo-nos da receita oftálmica quando mais precisamos dela. Seja na hora de fazer os óculos de grau ou na hora de comprar uma lente de contato.

Uma receita tem um tempo médio entre 6 meses a 1 ano a partir da data da consulta com o seu médico oftalmologista. Após a consulta, você recebe informações importantes do seu médico sobre a saúde dos seus olhos e caso necessite de correção visual, também receberá uma receita com dados do grau para correção da visão, como grau para longe de miopia, hipermetropia e astigmatismo, ou grau de perto chamado de presbiopia, que é a famosa vista cansada. Além dessas informações que são descritas na receita, seu oftalmologista poderá indicar o tipo de lente a ser usado para sua necessidade, na qual a ótica especializada irá utilizar para lhe indicar na compra de um novo óculos de grau ou lentes de contato.


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23/fev/2019

DICAS REDE SAUDE PARA O CARNAVAL

 

Fevereiro já chegou e, com ele, o tão esperado carnaval. A preocupação com diversão é tanta que é fácil se esquecer dos cuidados mais básicos com a saúde. O infectologista da Unifesp, Paulo Olzon Monteiro da Silva, explica que a alimentação errada, o abuso do álcool e a ausência de sono causam um desgaste muito grande ao organismo. “Há também os perigos do sexo sem camisinha e até das doenças transmitidas pelo beijo”, lembra o especialista. Você quer curtir todos os dias de folia com o pique lá em cima? Então siga os conselhos dos especialistas para manter a energia sem detonar a saúde.

 

Modere no álcool

As bebidas alcoólicas são potencialmente diuréticas e, por isso, promovem uma eliminação de líquidos muito maior do que a ingestão em si e podem provocar desidratação. Paulo Olzon dá a dica: além de moderar no consumo de álcool, intercale um copo de bebida alcoólica com um de água. Dessa forma, os efeitos negativos, e até a ressaca, ficam mais brandos. Comer alguma coisa enquanto bebe também faz bem, pois mantém a glicose estável no sangue e evita que você passe mal.

 

Não abuse das substâncias energéticas

Algumas substâncias, como o pó de guaraná e as bebidas energéticas, dão mais pique para curtir o carnaval. Mas o infectologista faz a ressalva: essas substâncias são ricas em cafeína e, se consumidas em excesso, atrapalham o sono na hora de dormir, causam gastrite e sobrecarregam o organismo, podendo levar até à arritmia cardíaca.

O especialista explica ainda que a quantidade segura é variável, pois a concentração de cafeína em cada cápsula varia de fabricante para fabricante. Além disso, o corpo se acostuma com a cafeína, que passa a ter menos efeitos, e o organismo precisa, progressivamente, de mais remédio para conseguir o efeito desejado.

 

Hidrate-se

A nutricionista Roseli Rossi recomenda que a hidratação seja feita com antecedência. ?O carnaval coincide com a estação mais quente do ano. Para uma hidratação correta, é necessária a ingestão diária de dois a três litros de líquidos antes mesmo das festas?, explica.

Para prevenir a desidratação causada pelo excesso de transpiração durante a diversão, consuma muita água, sucos naturais de frutas, água de coco ou até mesmo bebidas isotônicas, que repõem os eletrólitos como sódio, potássio, magnésio e cloro perdidos. Os sucos de frutas são uma ótima opção, pois, além de hidratar, fornecem um açúcar natural (frutose) que repõe a energia gasta e impede a hipoglicemia.


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