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Novidades e Notícias

23/fev/2019

Escolhas saudáveis Rick Gayle Studio-Corbis

Hoje, 08 de agosto, é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. O colesterol – quando está alto – é um fator de risco que facilita a aparição de várias doenças, como, por exemplo, a arteriosclerose, a isquemia cerebral e infartos. O Blog da Saúde conversou com a nutricionista Maria Emília França, do Hospital Federal Cardoso Fonte, no Rio de Janeiro sobre o assunto.

Segundo a nutricionista, o colesterol é um conjunto de gorduras necessário para o organismo exercer algumas funções, como a produção de determinados hormônios. Portanto, precisamos dele, mas é preciso ingeri-lo de forma equilibrada para manter as taxas regulares.

Alimentação saudável – Maria Emília alertou para o perigo de vários alimentos, em especial o consumo de carnes muito gordurosas, como carne de porco e linguiças, mas também queijo amarelo, biscoitos, pizzas, salgados, e comidas fritas. “Não é aconselhável comer carne vermelha todo dia. É preciso variar com carnes brancas ou carne de soja. Peixes são excelentes para ajudar no controle do colesterol. E se for consumir carne vermelha é melhor que não seja frita.”, sugere Maria.

 

Entre os alimentos que ajudam a regular o colesterol, a profissional cita principalmente os ricos em fibra, como aveia, alimentos integrais em geral (pão, arroz, macarrão), castanhas, nozes. Ainda enfatizou a importância das frutas, principalmente as vermelhas (morango, goiaba, acerola), mas também uva. “Deve-se comer de 3 a 4 porções de frutas por dia”, recomenda Maria Emília. Legumes e verduras também devem ser alimentos diários na mesa das pessoas. Porém, lembra Emília, esses alimentos tem que entrar na dieta junto com a retirada dos mais gordurosos. “Comer pizza, ir ao fast-food, comer enlatados e congelados não tem problema quando é eventualmente. O problema é trocar sua refeição tradicional por hambúrguer. A frequência exagerada do consumo desses alimentos é o que está adoecendo as pessoas”, explica.

Mesmo com todos os cuidados com a alimentação, fica difícil controlar o colesterol sem aliar com as atividades físicas. “Quando você começa a usar atividade física você gasta a gordura acumulada e baixa o colesterol. É mais difícil controlar sem atividade física”, ressalta Maria Emília.

Mesmo quem não costuma comer muitos alimentos industrializados e gordurosos pode ter problemas com o colesterol. Além desses fatores, a hereditariedade pode determinar um colesterol alto mesmo em pessoas de hábitos saudáveis.

Esse é o caso da enfermeira Tochie Massuda. Descendente de japoneses, sempre teve uma vida alimentar baseada, principalmente, em verduras e legumes. Uma dieta pobre em gorduras, sal, praticamente sem frituras e com baixo consumo de carnes. Há três anos, nos seus exames preventivos anuais, ela descobriu que o colesterol estava alto e, sem conseguir abaixá-lo, mesmo praticando exercícios assiduamente, teve então que recorrer aos medicamentos.

“Se eu não tivesse passado pelo meu (exame) preventivo eu nem sabia que estava com o colesterol elevado. Tanto que nas minhas atividades físicas eu não sinto nada. O perigo do colesterol alto é não sentir nada e quando você se depara já está com as artérias entupidas e pode até ter um enfarto que não esperava”, relata Tochie.

O médico de Tochie apontou então o fator hereditário como o causador do desequilíbrio, uma vez que sua mãe e seus irmãos também têm colesterol elevado. Mesmo o fator hereditário sendo importante, não podemos esquecer do fator alimentação e exercícios, além do cigarro e excesso de bebida alcoólica.

Para manter o colesterol controlado e a saúde em dia, faça exames regulares, mantenha uma alimentação saudável e pratique exercícios físicos.

 

Fonte: Blog da Saúde


23/fev/2019

As duas doenças são comuns no inverno e causam dúvidas sobre suas diferenças

Gripe

  • Início súbito
  • Sintomas generalizados
  • Febre, calafrios, dores musculares, tosse, dor de garganta, mal-estar geral e perda de apetite
  • Duração entre uma e duas semanas
  • Vírus Influenza
  • Complicações graves

Resfriado

  • Início gradual
  • Sintomas localizados (nariz e garganta)
  • Coriza, congestão nasal e tosse
  • Rápida recuperação (<4 dias)
  • Outros vírus (Ex. Rinovírus)
  • Complicações leves/ moderadas

Como se transmitem?

Por meio de gotículas eliminadas ao tossir ou espirrar.

Como prevenir?

  • Lavar as mãos com água e sabão ou gel alcoólico;
  • Evitar locais aglomerados ou fechados;
  • Cobrir a boca/o nariz com papel ao tossir ou espirrar;
  • Vacinar-se.

Como tratar?

  • Analgésicos e antitérmicos;
  • Repouso e hidratação são recomendáveis;
  • Medicações antivirais (nas primeiras 48 horas após início, em pacientes com fatores de risco para complicações ou casos severos da doença).

Quais são os fatores de risco para complicações?

  • Crianças com até 2 anos;
  • Adultos com mais de 60 anos;
  • Gestantes;
  • Obesos;
  • Imunossuprimidos;
  • Portadores de condições crônicas.
Mais informações: (38) 3220-1177

23/fev/2019

Você adora jogar um futebol no sábado à tarde, ou dar aquela corrida na manhã de domingo, mas não pratica exercício físico nenhum durante a semana? Se a resposta for sim, você é o típico atleta de final de semana.

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Não há nada de errado com isso. Mantenha este hábito e, aliás, busque fazê-lo com mais frequência. No entanto, os riscos de lesões musculares em atletas de fim de semana são altos, porque o corpo, por ficar mais inativo durante a semana, não está acostumado a tanta atividade, como ocorre em uma “pelada”, por exemplo.

Em época de Copa do Mundo, a vontade de chutar como o Cristiano Ronaldo, driblar como o Messi e fazer gols como o Neymar é ainda maior. E se até eles sofrem lesões, imagine quem não é jogador profissional?

Victor Titonelli, ortopedista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), explica que em esportes como corrida, futebol e vôlei, as lesões mais comuns são as de tornozelo, canelite, lesões ligamentares, tendinosas e meniscais no joelho, como estiramento, e ruptura muscular no quadríceps, na coxa e na panturrilha. Nas atividades onde são mais usados os membros superiores, os tendões do ombro e os cotovelos são os que mais costumam ser afetados por lesões.

A primeira observação do especialista é buscar tratamento para as lesões, pois a maioria das pessoas apela para a automedicação e insiste em continuar os exercícios mesmo com dor, com a ajuda de imobilizadores que, segundo o ortopedista, pode levar a um quadro mais grave.

“Uma lesão não diagnosticada ou não tratada corretamente pode se tornar muito mais séria, podendo até chegar a necessidade de cirurgia, no caso, por exemplo, de uma fratura por estresse. Um exemplo clássico é a fratura que atingiu o Neymar antes da Copa”, alerta Victor Titonelli.

Como prevenir estas lesões

De acordo com Titonelli, para evitar lesões em atletas de fim de semana é essencial a prática mais constante de atividade física. “Tentar fazer atividades aeróbicas durante a semana pra ganho de condicionamento cardiovascular, fortalecimento muscular, alongamento muscular antes e após dos exercícios e aquecimento antes da prática esportiva. Também é muito importante a adequada hidratação”, aconselha.

As dicas são ainda mais importantes para pessoas mais velhas. No caso de atletas de fim de semana, quanto maior a idade, maiores são as chances de lesões, por causa do desgaste natural do corpo.

Outra sugestão é passar por uma avaliação de um especialista, que, na maioria dos casos indica medidas inicias como o repouso, a aplicação de gelo, a compressão do local da lesão, a elevação do membro pra diminuição do edema. Quando necessário, é preciso atendimento médico e de fisioterapia para a reabilitação.


23/fev/2019

cancermama

O que é câncer de mama?

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos. Tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Especificamente no Brasil, esse percentual é um pouco mais elevado e chega a 28,1%.

Sinais e sintomas
É importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:
  • Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
  • Alterações no bico do peito (mamilo);
  • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
  • Saída espontânea de líquido dos mamilos

 

As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama.

Como prevenir

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como:

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentar

O que aumenta o risco?

O câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos). Outros fatores que aumentam o risco da doença são:

Fatores ambientais e comportamentais:

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • Sedentarismo (não fazer exercícios);
  • Consumo de bebida alcoólica;
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X).

Fatores da história reprodutiva e hormonal

  • Primeira menstruação antes de 12 anos;
  • Não ter tido filhos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Não ter amamentado;
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
  • Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Fatores genéticos e hereditários*

  • História familiar de câncer de ovário;
  • Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
  • História familiar de câncer de mama em homens;
  • Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.

 

*A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/ hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.

O câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença. Homens também podem ter câncer de mama, mas somente 1% do total de casos é diagnosticado em homens.
Atenção: a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher necessariamente terá a doença.

Detecção precoce

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.

Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.

Mamografia de rastreamento e mamografia diagnóstica: qual a diferença?

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde – assim como a da Organização Mundial da Saúde e a de outros países – é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.

A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos. Conheça os principais benefícios e riscos desse exame.

Benefícios

    • Encontrar o câncer no início e permitir um tratamento menos agressivo.
    • Menor chance de a paciente morrer por câncer de mama, em função do tratamento precoce.

Riscos:

  • Suspeita de câncer de mama. Isso requer outros exames, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso positivo) gera ansiedade e estresse.
  • Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.
  • Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama
  • Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.

Mamografia diagnóstica
A mamografia diagnóstica, assim como outros exames complementares com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas, e o exame apresenta muitos resultados incorretos.

 

Fonte: INCA


23/fev/2019

tireoide

Você sabia que 10% da população apresentam alguma disfunção na tireoide? Esse dado da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) reforça a importância de cuidar dessa glândula, responsável por produzir os hormônios T3 (tiiodotironina) e T4 (tiroxina) que regulam funções de órgãos importantes como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Por isso, é fundamental estar em perfeito estado de funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

A cada 10 casos de disfunção na tireoide, nove são em mulheres. Os tipos de disfunções mais comuns são o hipertireoidismo, quando a tireoide libera hormônios T3 e T4 em excesso, e o hipotireoidismo, em quantidade insuficiente.

Algumas alterações no corpo podem indicar alteração na tireoide. A diretora do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Gisah Carvalho, explica que o aumento de peso, não mais que 10% do peso corporal, é um dos sinais de alteração das funções da tireoide. “A tireoide é responsável pelo metabolismo. Ela atua em quase todos os órgãos, inclusive na temperatura corporal e no gasto energético. Quando corrigida a disfunção, o peso volta ao normal”, explica a endocrinologista. Ela reforça que o aumento de peso é discreto e esclarece que a relação da obesidade e ganho de peso com a disfunção da tireoide é um mito.

A alteração da tireoide também pode causar sintomas de depressão. “Normalmente, cerca de 30% a 40% de das pessoas portadoras do hipotireoidismo apresentam depressão. Sempre é importante paciente com depressão fazer avaliação da função da tireoide”, avalia. Outros sinais da disfunção na tireoide são cansaço, desânimo, diminuição da memória, alteração da menstruação, alteração do sono, pele seca, inchaço, obstipação, dificuldade de concentração e variação de humor.


DIAGNÓSTICO

A disfunção na tireoide pode ocorrer em qualquer etapa da vida. O problema é simples de se diagnosticar e o tratamento pode salvar a vida da pessoa. O exame de sangue para dosagem do TSH, hormônio que estimula a tireoide, é o teste mais robusto, sensível e confiável para detectar alteração nas funções da glândula. De acordo com o nível do TSH é possível identificar se o paciente tem hipotireoidismo, hipertireoidismo e/ou suspeita de tumor.

O tratamento para regular o funcionamento da tireoide é gratuito no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é realizado com a Levotiroxina sódica, utilizado no balanço hormonal, disponível em todas as farmácias básicas do país, aliada a outras terapias. Em 2015, foram realizadas no SUS 9,3 milhões de dosagem de T4 e T4 Livre e 1,9 milhão de dosagem de T3, exames para identificar disfunção na tireoide.

Quando fazer o exame de nível de TSH:

• Teste do pezinho;

• Mulheres acima de 35, a cada 5 anos;

• Mulheres na menopausa, anualmente.

O câncer de tireoide é raro. Geralmente aparece após um longo período de disfunção da glândula. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 6.960 casos novos de câncer na tireoide em 2016, sendo 1.090 para o sexo masculino e 5.870 para o sexo feminino. “De 4% a 7% das pessoas apresentam nódulos clinicamente identificáveis com a palpação. Desses nódulos, estima-se que 5% serão malignos. No entanto, os exames para diagnóstico do câncer são simples e a grande maioria tem bom prognóstico com o tratamento adequado”, explica Carvalho.

ALERTA PARA O HORMÔNIO T3

A endocrinologista também faz um alerta sobre o risco de usar indevidamente o hormônio T3 para emagrecimento. “Não se deve usar o hormônio tireoidiano para perder peso. Isso gera risco à saúde. Você emagrece rápido, mas com perda de massa muscular e óssea, além de taquicardia e arritmia”, alerta Gisah Carvalho. Ela explica que, ao parar o uso do hormônio, a pessoa voltará ao peso inicial, sem a reposição da massa muscular e óssea.

A analista de Sistemas Henriette Ferreira, por exemplo, sofreu os efeitos do uso do hormônio da tireoide para emagrecer. Ela conta que depois de um período usando remédios para emagrecer começou a sentir cansaço, desânimo e fadiga. Foi constatado hipotireoidismo causado por um dos medicamentos que tinha o hormônio da tireoide na composição. Por causa disso, Henriette precisa fazer uso contínuo de T3 e T4 para regular o nível dos hormônios.


23/fev/2019

O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune (o próprio organismo ataca órgãos e tecidos).

São reconhecidos dois tipos principais de lúpus: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele (geralmente avermelhadas ou eritematosas e daí o nome lúpus eritematoso), principalmente nas áreas que ficam expostas à luz solar (rosto, orelhas, colo (“V” do decote) e nos braços) e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos.

Sintomas:

– lesões de pele: as lesões mais características são lesões avermelhadas em maçãs do rosto e dorso do nariz;
– dor e inchaço, principalmente nas articulações das mãos;
– inflamação de pleura ou pericárdio (membranas que recobrem o pulmão e coração);
– inflamação no rim;
– alterações no sangue podem ocorrer em mais da metade dos casos: diminuição de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia), dos linfócitos (linfopenia) ou de plaquetas (plaquetopenia);
– menos freqüentemente observam-se inflamações no cérebro, causando convulsões, alterações do comportamento (psicose) ou do nível de consciência e até queixas sugestivas de comprometimento de nervos periféricos;
– inflamações de pequenos vasos (vasculites) podem causar lesões avermelhadas e dolorosas em palma de mãos, planta de pés, no céu da boca ou em membros;
– queixas de febre sem ter infecção, emagrecimento e fraqueza são comuns quando a doença está ativa;
– manifestações nos olhos, aumento do fígado, baço e gânglios também podem ocorrer em fase ativa da doença.

Diagnóstico:

O diagnóstico deve ser feito pelo conjunto de alterações clínicas e laboratoriais, e não pela presença de apenas um exame ou uma manifestação clínica isoladamente.

Tratamento:

O tratamento do LES depende da manifestação apresentada por cada um dos pacientes, portanto, deve ser individualizado. Seu objetivo é permitir o controle da atividade da doença, a minimização dos efeitos colaterais dos medicamentos e uma boa qualidade de vida aos seus portadores.

Prevenção:

Evitar fatores que podem levar ao desencadeamento da atividade do lúpus, como o sol e outras formas de radiação ultravioleta; tratar as infecções; evitar o uso de estrógenos e de outras drogas; evitar a gravidez em fase ativa da doença e evitar o estresse são algumas condutas que os pacientes devem observar, na medida do possível. O reumatologista é o especialista mais indicado para fazer o tratamento e o acompanhamento de pacientes com LES e quando necessário, outros especialistas devem fazer o seguimento em conjunto.

IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis em Dicas em Saúde possuem apenas caráter educativo.

 

 

Fonte:
Sociedade Brasileira de Reumatologia


23/fev/2019

colica mulher

Sensibilidade à flor da pele e vontade grande de comer doce são sentimentos comuns durante o período menstrual. Mas para as 10% das mulheres brasileiras esse momento é um tormento, por causa das fortes dores de cólica que aumentam nesses período por causa da endometriose.

A endometriose é uma doença inflamatória que ataca o tecido do útero, os ovários, a bexiga e até o intestino. “O diagnóstico não é fácil e é mais comum em mulheres que estão no período reprodutivo. A doença pode surgir logo após as primeiras menstruações. Além disso, muitas mulheres a confundem com cólicas menstruais”, explica Euzi Bonifacio, enfermeira e técnica da área da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde.

Os sintomas da doença podem surgir na adolescência como cólica menstrual forte, dores durante a relação sexual, entre as menstruações, ao defecar e ao urinar, sangramento na urina ou nas fezes e infertilidade.

Após sofrer episódios de dores abdominais intensas e cólicas fortes, Renata Garcia Nerys, da cidade de Araucária, no Paraná, recebeu o diagnóstico de endometriose em 2013. “A endometriose prejudica muito minha rotina de trabalho, pois sinto dores o tempo todo e não dá para ficar nem muito em pé, nem muito sentada. Em casa, na minha rotina diária, não aguento fazer tanto esforço. Durante e depois da relação sexual também sinto muitas dores, uns dias mais e outros menos. Parece que tem dias que tudo dói mais. O meu intestino não funciona mais legal, tenho muita dificuldade nessa parte”, conta Renata.

Diagnóstico

Na maioria dos casos, o diagnóstico clínico-ginecológico é suficiente, permite iniciar o tratamento e manter o acompanhamento da mulher a fim de avaliar a resposta terapêutica. “A escolha do tratamento deve levar em consideração a gravidade dos sintomas, a extensão e localização da doença, o desejo de gravidez, a idade da paciente, efeitos adversos dos medicamentos e complicações cirúrgicas”, ressalta a técnica da área da Saúde da Mulher.

Tratamento

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o tratamento medicamentoso ou cirúrgico, ou ainda a combinação desses. Mulheres mais jovens podem utilizar medicamentos que suspendem a menstruação. Lesões maiores de endometriose, em geral, devem ser retiradas cirurgicamente. “Tudo vai depender do diagnóstico e do planejamento familiar da mulher”, explica a técnica. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, e não obtém melhora com o tratamento medicamentoso, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento. Os exames laboratoriais e de imagem podem contribuir. A vídeo-laparoscopia é indicada apenas nos casos que não melhoram com o tratamento instituído.

Alimentação e exercícios influenciam?

“Isso é um mito. Não têm estudos científicos que provem a verdadeira causa da endometriose”, destaca Euzi. Segundo ela, ainda estão sendo estudadas as possíveis causas da endometriose, para saber se são fisiológicas, hormonais, de hereditariedade, entre outras. “O que podemos dizer é que todo mundo deve ter uma alimentação saudável e adequada de preferência evitar alimentos processados”, enfatiza a técnica, conforme orienta o Guia Alimentar da População Brasileira. “Já os exercícios físicos podem ajudar a mulher a ter mais disposição e controlar a dor”, completa.

Infertilidade

Hoje, a maior causa de infertilidade é a endometriose. A instalação da doença nos ovários pode provocar o aparecimento de um cisto denominado endometrioma. Este cisto pode atingir grandes proporções e comprometer o futuro reprodutivo da mulher. O diagnóstico e tratamento precoce são importantes para prevenir a infertilidade. “É importante destacar que nem todas as mulheres que têm a doença não podem ter filhos. Ou seja, as mulheres afetadas pela doença fazerem o tratamento correto”, esclarece Euzi.

A endometriose tem cura?

A endometriose é considerada uma doença crônica, portanto, sem cura definitiva. Entretanto, os tratamentos com cirurgia ou medicamentos específicos podem permitir uma melhor qualidade de vida às portadoras da doença. Alguns estudos recentes mostraram que cirurgias que conseguem extrair todas as lesões visíveis podem diminuir ou retardar a recorrência das lesões e dos sintomas de endometriose.


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23/fev/2019

Crédito: beautifuldayA asma é uma doença inflamatória crônica, caracterizada pela dificuldade da entrada e saída de ar dos pulmões, devido à inflamação das vias aéreas, que pode ser revertida espontaneamente ou com tratamento.

A asma pode ocorrer pela interação de fatores genéticos e ambientais, que envolvem uma variedade de células e mediadores inflamatórios que atuam sobre a via aérea e levam ao desenvolvimento e manutenção dos sintomas. Os fatores de risco podem ser divididos em ambientais e próprios do paciente, como é o caso dos aspectos genéticos, obesidade e sexo masculino (durante a infância). Os fatores ambientais são representados pela exposição à poeira, infecções virais, alérgenos como ácaros, pólen, pelo de animais, fumaça de cigarro, irritantes químicos e poluição ambiental, mudanças climáticas, exercícios físicos vigorosos, estresse emocional e até mesmo alguns tipos de medicamentos.

 

Pâmella Karolyne Pilar Marques Cordeiro, de 22 anos, realiza tratamento regular para asma na cidade de Campo Magro, no Paraná. A jovem lida com as crises desde a infância, quando, segundo ela, foi identificada aos três anos de idade. O diagnóstico da asma é eminentemente clínico e, sempre que possível, a prova de função pulmonar deve ser realizada para a confirmação da doença e para apoiar classificação da gravidade. Desde a confirmação da doença, algumas medidas foram adotadas pela família de Pâmella para evitar as crises. “Depois do diagnóstico, começaram os cuidados, como retirada de carpete do quarto, cortinas, ursinhos e com limpeza do ambiente”, explica.

Quando não há como evitar a exposição, o paciente pode seguir alguns cuidados, como evitar atividades físicas ao ar livre, especialmente em dias frios, evitar baixa umidade ou exposição em dias com muita poluição, não fumar e evitar ambientes fechados com pessoas fumando. Alguns estudos apontam que a redução de peso em pacientes obesos com asma demonstra melhora na função pulmonar, nos sintomas, morbidade e na condição de vida.


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23/fev/2019

Um atendimento rápido pode salvar vidas. Saiba mais!

​O que é um ataque cardíaco?

Um ataque cardíaco, também chamado de infarto do miocárdio, é o que acontece quando uma das artérias que fornecem sangue ao coração se fecha. Quando isso acontece, a parte do coração que normalmente recebe sangue daquela artéria começa a sofrer danos, ou seja, o músculo cardíaco desta região começa a ter morte das células.

Por que é importante reconhecer rapidamente um infarto do miocárdio ?

Quanto mais tempo se espera para o tratamento médico, mais danos podem ocorrer no músculo cardíaco e menores serão as chances de recuperação. Desta forma, é fundamental que, diante de sintomas de infarto, que o paciente procure ajuda médica imediata. Esta associação entre maior tempo com a artéria fechada e maior morte das células cardíacas levou ao surgimento da expressão: “Tempo é Músculo”.

Como saber que um infarto está acontecendo ?

Na maioria das vezes, os principais sintomas do infarto são:

  • Pressão desconfortável, aperto, plenitude ou dor no centro do seu peito. Dura mais de alguns minutos, ou desaparece e volta.
  •  Dor ou desconforto em um ou em ambos os braços, nas costas, no pescoço, no maxilar ou no estômago.
  •  Falta de ar com ou sem desconforto no tórax.
  • ​Outros sinais, como o surgimento de um suor frio, náuseas ou vertigem.

O que fazer em caso de sintomas de infarto?

Se você ou alguém apresenta os sintomas acima, ligue imediatamente para  os serviços médicos de emergência em sua área ou procure imediatamente um hospital.



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23/fev/2019

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Bons hábitos alimentares previnem deficiências nutricionais, favorece a saúde e protege contra as doenças infecciosas. Rica em nutrientes que podem melhorar a função imunológica, a alimentação saudável contribui também para a proteção contra males crônicos não transmissíveis, como diabetes, acidente vascular cerebral, doenças cardíacas,  alguns tipos de cânceres e , hipertensão arterial, que estão entre as principais causas de morbidade, incapacidade e morte no Brasil e no mundo.

“O sucesso do tratamento da hipertensão arterial com medidas nutricionais depende da adoção de um plano alimentar saudável e sustentável. A dieta deve enfatizar o consumo de frutas, hortaliças e laticínios com baixo teor de gordura; inclui a ingestão de cereais integrais, frango, peixe e frutas oleaginosas; preconiza a redução da ingestão de carne vermelha, doces e bebidas com açúcar”, enumera a analista técnica da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição  do Ministério da Saúde, Isabel Diefenthaler.

Refeições saudáveis são aquelas preparadas com alimentos in natura e minimamente processados, com qualidade e quantidade adequada aos ciclos da vida, compondo refeições coloridas e saborosas, que incluem alimentos tanto de origem vegetal quanto animal.

De olho no sódio 

 

O controle da ingestão de sódio na alimentação diária é indispensável. Para isto, deve-se limitar o consumo de produtos ultraprocessados e da adição de sal no preparo dos alimentos, evitando o consumo de temperos e condimentos industrializados. Além disso, o consumidor deve ficar atento às informações do rótulo dos produtos. Esse cuidado é ainda mais importante para pessoas que necessitam de uma restrição de sódio na alimentação, como indivíduos hipertensos ou com doenças renais.

“Utilize sal em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias. Desde que utilizado com moderação em preparações culinárias com base em alimentos in natura ou minimamente processados, o sal contribui para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem que fique nutricionalmente desbalanceada”, destaca Isabel, que reforça que “o consumo excessivo de sódio aumenta o risco de doenças do coração”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo  adequado de sódio para um indivíduo saudável é de cerca de 2.400 mg ao dia, valor que equivale a 5 g/dia de sal de cozinha. No entanto, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), 2008-2009, o consumo médio diário de sal do brasileiro é de 11,4 g, ou seja, mais que o dobro da recomendação.

Dicas

 

Algumas mudanças ajudam na diminuição do consumo do sal, ajudando no combate aos efeitos da hipertensão.

⇒ Tempero Caseiro

Uma boa opção para reduzir o consumo de sal é o preparo caseiro do tempero de alho e sal. O alho oferece proteção cardiovascular decorrente de suas propriedades antioxidantes e hipocolesterolêmicas. Outra alternativa é o uso de ervas aromáticas e que podem ser cultivadas em casa, como coentro, salsa, alecrim, manjericão, orégano e tomilho. Os temperos “instantâneos”, como temperos prontos de alho e sal e os temperos industrializados para saladas e outros alimentos, não são recomendados por possuírem grandes quantidades de sódio e gorduras, além de outros aditivos.

⇒ Quantidade

Utilize sal em pequenas quantidades ao temperar e cozinhar alimentos e criar pratos. Desde que utilizado com moderação em preparações culinárias com base em alimentos in natura ou minimamente processados, o sal contribui para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem que fique nutricionalmente desbalanceada.

⇒ Evite os ultraprocessados

Faça uso moderado de sal no preparo da comida e restrição do uso de alimentos ricos em sódio como enlatados, embutidos, conservas, molhos prontos, molho de soja (shoyo), macarrão instantâneo, caldos de carnes, temperos prontos, defumados, snacks, laticínios, carnes conservadas no sal e refeições prontas.

⇒ Substitua

Nas preparações culinárias utilize temperos naturais para substituir o sal como, por exemplo, açafrão, alecrim, alho, canela, cebola, coentro, cravo, coentro, folhas de louro, gengibre, hortelã, limão, manjericão, manjerona, orégano, pimentão, salsinha, sálvia, tempero verde, vinagre, limão e adobo. Assim, é possível realçar o gosto dos alimentos e reduzir a quantidade de sal.


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